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Preso por chefiar produção de armas com impressora 3D negociava com compradores no exterior, diz PM

Armas em impressoras 3D: operação prende chefe de esquema no interior de SP A quadrilha investigada por produzir armamentos com impressoras 3D negociou com co...

Preso por chefiar produção de armas com impressora 3D negociava com compradores no exterior, diz PM
Preso por chefiar produção de armas com impressora 3D negociava com compradores no exterior, diz PM (Foto: Reprodução)

Armas em impressoras 3D: operação prende chefe de esquema no interior de SP A quadrilha investigada por produzir armamentos com impressoras 3D negociou com compradores do exterior, segundo a Polícia Militar. Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, é o engenheiro apontado como chefe do grupo e foi preso em Rio das Pedras (SP) nesta quinta (12). Zé Carioca também chegou a criar um manual de mais de 100 páginas para que qualquer pessoa com conhecimento em impressão 3D pudesse produzir armas não rastreáveis em poucas semanas, com materiais de fácil acesso e baixo custo, segundo a investigação. Esse material era acompanhado de um manifesto que defendia o porte irrestrito de armas e chegou a ser traduzido para outras línguas. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O coronel da Polícia Militar de Piracicaba, Cleotheos Sabino de Souza Filho, afirmou que as armas fabricadas eram vendidas pela internet. Segundo o policial, os dispositivos fabricados em impressoras 3D possuem uma limitação no número de disparos, mas isso não reduziu a letalidade. “(A) quadrilha vendia armas até pela internet. Eles desenvolveram um projeto de armas, faziam as impressões em 3D, em polímeros plásticos. Sabemos que esse indivíduo chegou a oferecer o armamento a outros países. Esse tipo de arma tem uma limitação de disparo por ser feita com plástico. Mas, é funcional, pode matar pessoas”, esclareceu o coronel da PM. Lucas Alexandre é um engenheiro especializado em controle e automação. Segundo a investigação, as armas eram produzidas na própria casa do suspeito. O engenheiro usava um nome falso e máscara para publicar vídeos nas redes sociais com testes e orientações para montagem das armas. O suspeito também fazia testes balísticos e dava orientações sobre como usar o armamento. Operação A ação, que teve apoio da PM de Piracicaba (SP), integra a Operação Shadowgun da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados, mas o polo principal ocorreu em um barracão em Rio das Pedras. Os agentes apreenderam neste galpão armas feitas de diversos calibres confeccionadas em impressoras 3D, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e rifles. Eles também apreenderam coletes, capacetes, munições, rádios, celulares, computadores e equipamentos eletrônicos. Na região de Piracicaba, foram cumpridos quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Outro homem também foi preso em Rio das Pedras. A companheira, que não era alvo da investigação, também acabou detida em flagrante por conta dos armamentos irregulares encontrados na residência onde estavam. Além disso, um terceiro suspeito foi preso em Ribeirão Preto (SP), enquanto um quarto investigado não foi localizado pelas equipes policiais. Um dos presos tinha registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), mas as armas apreendidas não estavam no acervo dele. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo. LEIA TAMBÉM: Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos PF encontra fábrica clandestina para montagem de armas em Rio das Pedras; 4 impressoras 3D são apreendidas no local Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução Operação em outras localidades A operação tinha cinco mandados de prisão e 36 de busca e apreensão para cumprir ao longo do dia nas seguintes localidades: Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo No interior de São Paulo, além de Rio das Pedras, houve ação da Polícia em Piracicaba, Saltinho (SP) e Tambaú (SP), na região central do estado. Os endereços investigados nos 11 estados são ligados a produtores, vendedores e compradores do material ilegal. Impressoras 3D eram usadas para fabricar armas e acessórios Reprodução Vendas em 11 estados A apuração identificou que o material produzido pela quadrilha foi negociado com 79 compradores entre 2021 e 2022. Os clientes estão espalhados por 11 estados. Segundo a investigação, muitos possuem antecedentes criminais, principalmente por tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se o material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Um dos compradores está preso após ser flagrado com grande quantidade de armas e munição. No Rio de Janeiro, foram identificados 10 compradores, em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. As diligências têm apoio das polícias civis de outros estados. Operação mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba