Operação contra suspeitos de aplicar golpes bancários mira 45 alvos no interior de SP
Operação contra quadrilha envolvida em fraudes de pix cumpre 45 mandados no interior de SP Equipes da Polícia Militar (PM) e Polícia Civil, com apoio do Min...
Operação contra quadrilha envolvida em fraudes de pix cumpre 45 mandados no interior de SP Equipes da Polícia Militar (PM) e Polícia Civil, com apoio do Ministério Público (MP), cumprem mais de 45 mandados de busca e apreensão nas regiões de Limeira (SP) e Campinas (SP), nesta terça-feira (16), em operação contra um esquema criminoso de fraudes financeiras, com comunicação falsa de roubos e golpes via transações por pix. O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Dise de Limeira, Leonardo Burger, afirmou que 44 pessoas registraram boletins de ocorrências falsos de roubos. A crime, conforme o delegado, impacta diretamente no trabalho operacional das Polícias Civil e Militar. "Isso demonstrou um padrão de comportamento", disse. "Os registros falsos prejudicam o planejamento operacional da Polícia Militar, encaminhando viaturas para áreas que não pertencem de fato à área da mancha criminal, porque os roubos não aconteceram naquela localidade. Prejudicam também a Polícia Civil porque sou obrigado a instaurar 44 inquéritos de roubo e utilizar todo o meu recurso humano para apurar crimes inexistentes", completou. As investigações da Operação Fictus apuram, entre outros delitos, os crimes de falsa comunicação de crime e estelionato. Até a publicação desta reportagem, 38 pessoas foram encaminhadas para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Limeira (SP). As ruas do entorno da unidade foram interditadas. Polícia faz ação contra quadrilha envolvida em fraudes via pix e falsos registros de roubo O delegado disse ainda que o registro eletrônico de boletins de ocorrências falsos foi confirmado pela análise dos históricos apresentados nos documentos. Uma mesma pessoa, relatou o titular da DIG formalizou cerca de sete registros por um endereço eletrônico em nome de pessoas distintas. O delegado notificou o poder Judiciário. Ingressamos em 44 imóveis de pessoas que, de alguma maneira, estão envolvidas nas fraudes, seja utilizando parte do dinheiro ou emprestando a conta para que se produzisse de fato a fraude. Essas pessoas vão responder por comunicação falsa de crime. Isso depende da representação das vítimas que, no caso, são os bancos. Viaturas em frente à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Limeira (SP) Polícia Militar de Limeira "Todos tinham um objetivo que era o lucro. Essas pessoas acabaram reconhecendo a fraude, prestaram suas declarações e disseram que não tinham sido vítimas de roubo. Eu alterei a natureza dos boletins de ocorrência. Isso vai ser comunicado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para que a estatística não seja prejudicada", explicou. Os mandados foram expedidos pela Justiça de Piracicaba (SP), sendo 43 em Limeira (SP), um em Araras (SP) e um em Campinas (SP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Até a última atualização, a operação teve 38 pessoas levadas à Delegacia para averiguação; dois simulacros de arma de fogo apreendidos; três aparelhos celulares recolhidos, que serão submetidos à análise pericial. Como agiam os criminosos? O esquema ocorria pela criação de falsos registros de roubos e pedidos de estorno via pix, em tentativa de obtenção de vantagens ilícitas. Ainda conforme a polícia, a prática que não apenas lesava instituições bancárias, “mas inflava artificialmente os índices criminais e comprometia o direcionamento do policiamento na região”, detalhou o Coronel PM Cleotheos Sabino de Souza Filho em nota à imprensa. "A operação tem como alvos integrantes de uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias, que atuavam mediante o registro de ocorrências policiais falsas, especialmente de roubos que, na realidade, não ocorreram", afirmou a Polícia Militar. Operação contra quadrilha envolvida em fraudes via pix e falsos registros de roubos cumpre 45 mandados em Limeira e Campinas Polícia Militar de Limeira Transferências via pix Após o registro fraudulento, os investigados realizavam contestações de transferências via sistema Pix, para obter o estorno indevido dos valores. Destaca-se que as denúncias caluniosas e os registros falsos de ocorrências impactam diretamente os indicadores criminais, gerando aumento artificial nos índices de roubo na região. “Tais práticas prejudicam o planejamento operacional da Polícia Militar, uma vez que distorcem a análise criminal e direcionam o emprego do policiamento ostensivo para locais onde os crimes não ocorreram, em detrimento das áreas que efetivamente necessitam de maior presença policial”, completou o comandante do CPI-9. Operação desarticula quadrilha suspeita de esquema de fraudes via pix e falsos registros de roubos Polícia Militar de Limeira Modus Operandi O documento destaca as seguintes características observadas nas ocorrências: Valores: Transferências com valores altos e padronizados, próximos ao limite do pix Dinâmica: Modo de ação repetido, com desbloqueio do celular e transferência imediata, sem resistência das vítimas Registro: Demora no registro da ocorrência, o que não é comum em crimes reais Investigação: Falta de informações sobre os autores, dificultando a investigação Objetivo: Transferências sempre concluídas com sucesso; o objetivo principal é a transação financeira, e não necessariamente a subtração de outros bens Procedimento: Ausência de acionamento do 190, com registros feitos posteriormente Trabalho da polícia O delegado afirmou que o registro eletrônico de boletins de ocorrências falsos foi confirmado pela análise dos históricos apresentados nos documentos. Uma mesma pessoa, relatou o titular da DIG, formalizou cerca de sete registros por um endereço eletrônico em nome de pessoas distintas. O delegado notificou o poder Judiciário. Ingressamos em 44 imóveis de pessoas que, de alguma maneira, estão envolvidas nas fraudes, seja utilizando parte do dinheiro ou emprestando a conta para que se produzisse de fato a fraude. Essas pessoas vão responder por comunicação falsa de crime. Isso depende da representação das vítimas que, no caso, são os bancos. "Todos tinham um objetivo que era o lucro. Essas pessoas acabaram reconhecendo a fraude, prestaram suas declarações e disseram que não tinham sido vítimas de roubo. Eu alterei a natureza dos boletins de ocorrência. Isso vai ser comunicado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para que a estatística não seja prejudicada", explicou. A ação integrada tem participação de equipes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (DEINTER 9), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Piracicaba. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba