Assassinato de mulher a tiros pelo marido gera revolta no interior de SP; homem foi preso após trocar tiros e ferir policial
Homem que matou esposa feriu policial e se entregou após 6h de negociação em Aguaí, SP O assassinato de Roseli Candido Valente, de 48 anos, morta pelo marid...
Homem que matou esposa feriu policial e se entregou após 6h de negociação em Aguaí, SP O assassinato de Roseli Candido Valente, de 48 anos, morta pelo marido com um tiro no rosto na noite de quarta-feira (4), em Aguaí (SP), gerou revolta nas redes sociais. Centenas de comentários em publicações sobre o caso lamentaram a morte da vítima e mostram indignação pela violência. (veja mais abaixo). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Valter Humberto Reis Valente, de 49 anos, foi preso após trocar tiros com a polícia e ferir um policial. Foram 6 horas de negociação. A defesa dele não foi localizada pelo g1 até a última atualização desta reportagem. O corpo dela foi velado no Velório Municipal e enterrado na manhã desta sexta-feira (6). LEIA MAIS SOBRE O CASO: FEMINICÍDIO: Mulher é morta com tiro no rosto após marido chegar alterado em casa no interior de SP TROCA DE TIROS: Homem que matou esposa trocou tiros, feriu policial e se entregou após 6 horas de negociação Indignação com feminicídio Roseli Candido Valente, de 48 anos, foi assassinada pelo marido em Aguaí, SP Reprodução/Instagram Entre as opiniões compartilhadas nas redes sociais, estão a revolta com a constante violência vivida por mulheres, principalmente por atuais ou ex- maridos e namorados. Sebastiana Simões demonstrou preocupação com a situação. "Não sei o que está acontecendo com esses homens. Qualquer coisa que a gente faz eles falam logo em matar. Querem ser donos da gente", comentou. "Que lástima, não suporto mais ler tanto assassinato de mulheres no Brasil", lamentou George Santos. Pedidos por justiça Mulher foi morta com tiro no rosto após marido chegar alterado em casa em Aguaí, SP Redes Sociais Temas frequentes nos comentários das publicações são impunidade e justiça. Mulheres compartilharam também a dor sobre a dificuldade em conseguir suporte e ajuda em situações de abuso. "Se depender de justiça hoje em dia também vão morrer muitas mulheres. Agora até para abrir um boletim precisa ter corpo delito em mãos, vão morrer mesmo e isso é triste", postou Cauana Brito. Em uma publicação informando sobre a prisão de Valter Valente, os comentários pedem por medidas rigorosas para que haja segurança para mulheres em meio a tantos casos se repetindo. Vilma Gimenes demonstra revolta e tristeza pelo cenário. "Mais uma que se vai. Até quando mulheres vão morrer na mão desses monstros? Tem que ter uma lei forte, não adianta os policiais levar e depois soltar, ai vira assassinato. Só nesse começo de ano já foram quantas? E quantas ainda virão?", questionou. Um levantamento exclusivo do g1 mostra que 336 homens são procurados por crimes de feminicídio no Brasil. Eles são alvo de mandados de prisão que foram emitidos pela Justiça e estão pendentes. Ou seja, deveriam estar presos, mas continuam em liberdade. O crime O feminicídio aconteceu por volta das 22h30 na residência do casal, na Rua Ercília Cruz Ramos, no bairro Dona dos Anjos Macedo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito chegou em casa alterado, armado, e começou a ameaçar e atacar a mulher, que foi atingida por um disparo. Segundo o boletim de ocorrência, a irmã do suspeito contou que recebeu uma ligação do celular da cunhada, por volta das 21h, e ouviu gritos ao fundo. Diante da situação, ela e outra irmã foram até a casa onde ouviram, já do lado de fora, uma discussão intensa e um tiro. Policiais militares em frente à casa onde homem matou mulher com tiro no rosto em Aguaí (SP) Polícia Militar Ao empurrar o portão, a filha do casal abriu. A mulher entrou, retirou a sobrinha do local com a outra irmã e, nos fundos da casa, encontrou o irmão transtornado, com uma arma na mão. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a irmã contou que pediu para ele se acalmar, mas o homem repetia sem parar “o que está acontecendo?” e “quem está aí?”. Desesperada, a sobrinha retornou à residência e pediu que a tia retirasse os cachorros que estavam no quarto. Tiros Segundo relato à polícia, a mulher afirmou que não conseguiu conversar com o irmão e retornou ao interior da residência, acompanhada da sobrinha. Na sala, elas encontraram Roseli caída no chão, aparentemente sem vida. Com medo de Valter, as duas retiraram os animais e saíram da residência, permanecendo na calçada com a outra irmã. Uma familiar foi acionada para buscar a filha do casal e os cães. Veja reportagem completa do EPTV2: Homem mata esposa e troca tiros com a PM em Aguaí; um policial fica ferido As duas irmãs ficaram no local e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Valter saiu da casa e efetuou disparos para o alto, fazendo com que elas corressem para se abrigar na casa de uma vizinha. Com a chegada da polícia, a situação evoluiu para um confronto armado. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado e, com a atuação das equipes especializadas e a coordenação conjunta das forças de segurança, o suspeito foi preso. Inicialmente, o BO informava que ele havia se entregado, mas a delegada Brenda Krisley Serafim explicou que Valter foi preso após os policiais arremessarem uma bomba dentro do imóvel, o que fez com que ele largasse a arma e os agentes conseguissem entrar na casa para retirá-lo. Ele foi levado ao pronto-socorro para exame cautelar e, em seguida, encaminhado à delegacia onde teve a prisão preventiva decretada. A operação contou ainda com o apoio do Samu, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal (GCM), que atuaram de forma integrada no atendimento às vítimas, isolamento da área e preservação do local do crime. Drogas e bebidas alcoólicas Em depoimento, a irmã afirmou à polícia que Valter passou a usar cocaína e ingerir bebidas alcoólicas desde setembro de 2025. Desde então, teria apresentado alterações de comportamento, como esquecimento, alucinações e episódios de perseguição, afirmando que pessoas estariam dentro da televisão o observando. A mulher disse ainda que Valter e Roseli tinham um relacionamento aparentemente normal e sem histórico de violência, com duas filhas de 28 e 30 anos. Após a rendição de Valter, os policiais vistoriaram o imóvel e encontraram uma pistola calibre 380 com a numeração removida, além de um carregador com duas munições intactas, 17 cartuchos deflagrados pelo suspeito e 49 pelos policiais que efetuaram os disparos. Os agentes também encontraram outras seis munições intactas de calibre 380 e 26 do calibre 38. No imóvel, dois celulares foram apreendidos. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara